A CONFIRMAÇÃO DE POSITIVISMO

Os resultados do Barómetro e da Função Consumo C, apresentados no dia 25 de Fevereiro na Culturgest, convergem para uma mesma conclusão: a confirmação de uma recuperação do consumo em 2015, mas em direcção a um novo modelo, no seu conteúdo e racionalidade, e não a um retorno ao passado.

No final de mais um ciclo de trabalho, que encerra 6 anos de observação dos consumidores portugueses, reunimos novamente a comunidade para partilhar os resultados da última vaga do Barómetro e as perpectivas para 2016 da Função Consumo C, desenvolvida pelo Prof. Augusto Mateus.
O consumo privado acelerou em 2015, confirmando a tendência de recuperação económica. Depois de três anos sucessivos de recessão – 2011, 2012 e 2013 – e da viragem, em 2104, a economia portuguesa alcançou em 2015 um crescimento económico um pouco mais positivo (+1,5%) que o ano anterior, confirmando uma recuperação económica efectiva, embora limitada.

Por seu turno, o Barómetro revela consumidores mais satisfeitos com o presente e (mais) confiantes no futuro. O Mood C acelera a sua tendência de melhoria, atingindo máximos nunca alcançados desde o início da série longa, no primeiro trimestre de 2010.

Constata-se um aparente paradoxo: de um lado, uma economia com uma recuperação efectiva, mas muito limitada, que augura uma desaceleração de crescimento face ao ano anterior. Do outro, um consumidor com um Mood de Positivismo (porque conscientemente focado no curto prazo e nos aspectos que pode controlar), que está provadamente a alterar aspectos qualitativos do seu modelo de consumo – a recuperação de consumo não se está a fazer através de um processo de mera “reversão” ou de simples retorno à “casa de partida”, mas recentrado e assente num tripé de categorias mais estruturantes – as que lhe permitem ser melhor indivíduo / melhor família / melhor cidadão.

Um macro desorganizado, imprevisível, estabelece um novo e devido lugar para as marcas. Mas o desafio é grande: os consumidores estão mais conscientes e capacitados para avaliar o valor do que lhes é proposto – pensam mais (e, às vezes, melhor) que as marcas. Cabe-lhes proporem-se o mesmo grau de exigência: aspirar a outros patamares, a outras linguagens, a outra capacitação. Estamos seguros de que vale a pena pensar grande!

COMUNIDADE DE EMPRESAS

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