2014

SÉNIORES PORTUGUESES: UMA GERAÇÃO MULTIFACETADA E EM PROFUNDA RECONFIGURAÇÃO

 

A força da demografia é incontornável. Os indivíduos com mais de 65 anos em Portugal já perfazem 19% da população e em 2030 poderão representar 25%. O número de pessoas nesta faixa etária poderá, em 2030, ser o dobro do número de pessoas com menos de 15 anos e atingir quase o triplo em 2050.
Para além do seu grande crescimento, este é um mercado em profunda mudança que atravessa transformações socioeconómicas muito relevantes, nomeadamente em termos financeiros e educacionais. Tudo aponta para que se tornem consumidores cada vez mais sofisticados.

O C-Lab na investigação realizada em 2013 “(Re)conhecer as Famílias, novas entidades económicas”, concluiu que, dentro do novo equilíbrio de poderes na família decorrente do reforço actual dos fluxos de apoios, são também os seniores já reformados mas muito capazes que ganham força e influência.

O protagonismo que os seniores capazes ganham perante os seus filhos com famílias já formadas, decorre essencialmente de trocas de tempo. O apoio aos netos, a preparação de refeições, as compras do dia-a-dia, a limpeza da casa ou o tratamento de roupas, são alguns dos espaços de actuação que contam com a colaboração destes pais / avós.

Num momento difícil, em que os mais jovens terão cada vez menos empregos estáveis e rendimentos previsíveis, conquistar a fidelidade deste segmento é crucial. Mas não só, é também tempo para encarar este segmento como alavanca de mudança, passo que será no mínimo diferenciador para as marcas que o conseguirem dar.

A presente investigação pretende ajudar as empresas a melhor direcionarem as suas propostas de valor às necessidades específicas deste segmento.

 

O DIGITAL RECRIADOR DA REALIDADE DO CONSUMIDOR

Unknown

É imperativo que as empresas portuguesas reflictam sobre o futuro dos seus modelos de negócio tendo em conta o protagonismo cada vez maior que o contexto digital (i.e. conjunto de tecnologias que condicionam a interacção entre os consumidores e as marcas) tem em cada um desses negócios.

A velocidade a que os indivíduos se estão a apropriar das tecnologias e o grau de sofisticação com que o fazem supera o expectável, fruto, sobretudo, da nova capacidade de ligação em Mobilidade. É muito mais do que tecnologia. A conectividade está progressivamente a mudar a forma como os portugueses trabalham, sociabilizam e consomem.

O digital é também hoje um elemento central na vida dos consumidores, indutor de novos comportamentos e (re)definidor da relação com o consumo, as marcas e o processo de compra. O Consumidor muda num conjunto de aspectos: está Always on, em rede, mais participativo/ dialogante, equipado, informado, habituado ao “grátis”,…

Na presente investigação pretendemos compreender que influência tem o digital nos comportamentos dos consumidores, nas suas preferências, na ocupação do seu tempo e na alocação do seu rendimento, nos processos de compra, na integração que faz das realidades online e offline de cada indústria e das marcas.

 

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