2011

18-28: VIDA ADIADA OU VIDA LIBERTADA?

Como centro gerador de influência na sociedade global de consumo, os jovens são um grupo etário particularmente relevante para as empresas. A juventude como criadora e disseminadora de tendências é um segmento que urge conhecer em profundidade. No entanto, era consensual que se estavam a operar mudanças muito profundas nos modelos de consumo, de relação com o dinheiro e com os símbolos de status. Desenhava-se um claro gap face à geração dos seus pais que tudo podia planear e que tinha muito como garantido.

Foi criada uma metodologia de grande riqueza qualitativa, através do acompanhamento de um Painel de 50 indivíduos (C-Spotters) durante 6 meses. Complementou-se esse método com um estudo quantitativo (N=500).

O estudo aprofundou, entre outros temas, a auto-imagem (difusa!) que têm de si mesmos, a ansiedade como encaram o adiar de planos, a sua hiperconexão como elementos estruturante das suas vidas, a relação pragmática (mas atenta) com o Grande Consumo, a relação séria que a maioria tem com o dinheiro.

 

CONTINUAÇÃO DA MONITORIZAÇÃO DO CONSUMIDOR NA CRISE

IMG_CLab_2011_Crise2_v2

O conhecimento das expectativas é fundamental para orientar negócios em tempos de Crise. Trabalhar as novas prioridades, a capacidade de mudança e de ajustamento do consumidor, antecipar novos paradigmas de comportamento e elementos de compensação começavam a ser desafios cada vez mais pertinentes no início de 2011.

Decidimos então continuar a acompanhar o estudo iniciado em 2010 relativo ao ajustamento do Consumidor na Crise.

Dizia o Professor Augusto Mateus na altura “O importante, é as empresas, à semelhança da economia, encontrarem o seu Ponto de Amarração (…) As empresas têm que encarar o facto de que o marketing de crescimento é muito diferente do marketing de amarração (…)”

 

VIDA PRIVADA: NOVOS PROTAGONISTAS E NOVAS DINÂMICAS DE CONSUMO

A casa é, sem dúvida, um refúgio de conforto importantíssimo no contexto de tamanha incerteza que vivemos. Um espaço que contém as importantes dimensões de controlo micro reveladas pelas famílias (o frigorífico, a dispensa, as suas coisas) e uma história de conquista material que, em parte, as define.

Com uma metodologia de base etnográfica, que acompanhou 15 famílias nas suas casas, esta investigação mostrou a vida como ela de facto é vivida e não como o consumidor quer que a entendamos.

Para as marcas / negócios trouxe novas pistas sobre como comunicar e entregar valor a este consumidor fazedor, disperso por novos media, centrado no lar e no consumo para o lar como importante reduto de prazer.

 

Ver Investigações 2010