2010

O CONSUMIDOR NA CRISE

A crise financeira revelada ao mundo no Verão de 2007 teve o seu pico no Outono de 2008 e patrocinou a crise económica em 2009 e o despertar da crise orçamental em 2010. Sentiram-se em 2009 em Portugal os efeito da “mais profunda e sincronizada recessão internacional do período pós guerra” traduzida na queda acentuada da procura externa às empresas portuguesas, na restrição do acesso ao crédito e no aumento da incerteza. O PIB caiu 2,7%, registando a variação mais negativa desde 1975.

A maioria dos portugueses ainda não o tinha sentido no seu bolso, mas a incerteza já estava a ditar comportamentos, tendo o consumo privado registado a primeira queda desde 2003. O C-Lab, antecipando um período longo de grande turbulência económica, propôs-se, logo no ano fundador, investigar O Consumidor na Crise.

Esse estudo viu nascer uma nova consciência de consumo, viu o consumidor despertar para os “bons negócios” e para a urgência da poupança, compreendeu que se estavam a experimentar novas compensações para o não consumo e antecipou os ajustamentos que se iam seguir.

 

 

O REDESENHO DO PROCESSO DE COMPRA

Situar os momentos em que as marcas mais conseguem influenciar a decisão de compra do consumidor revela-se, num processo de compra cada vez menos linear e mais atípico, um crescente desafio.

Na origem desta evolução do processo de compra está um consumidor com mais opções e informação. A internet, os media sociais, a proliferação da oferta e novos mecanismos de fidelização, promoção e pagamento são os novos dados com que se pode e se tem que jogar.

O C-Lab redesenhou o processo de compra, criando aquilo que denominou Ciclo de Consumo C. Este deve ser visto como um processo alargado, que inclui também o pós compra enquanto momento chave de fruição efectiva do produto, formulação & partilha de opinião.

 

 

O CONSUMIDOR EM GRANDES NÚMEROS – REFLEXO DE UMA SOCIEDADE EM MUDANÇA

A análise do contexto socioeconómico do país é essencial para a boa leitura do consumidor, dos seus comportamentos e expectativas.

No ano de arranque do C, e com carácter de complementaridade face aos trabalhos que foram desenvolvidos, pretendemos partilhar os números que são reveladores da evolução da sociedade ou que se alguma forma retratam as suas particularidades. Um contributo para uma reflexão mais alargada sobre a realidade das pessoas e das famílias, sem a ambição de explorar ao detalhe cada uma das temáticas.

Foi um trabalho que resultou da compilação de números genéricos, dispersos por inúmeras fontes, mas cuja agregação nos pareceu relevante para o processo de conhecimento do consumidor.