Temáticas

O C-Lab foi lançado em Portugal em 2009. Desde essa data que temos vindo a desenvolver inúmeras investigações, beneficiando neste momento de séries longas num conjunto de indicadores relevantes e de um conhecimento profundo sobre o processo de ajustamento e de mudança complexo que a sociedade de consumo está a ultrapassar em Portugal.

INVESTIGAÇÕES 2017

Além do Barómetro, da Função Consumo e da investigação “Tendências de Mudança do Consumidor”, investigações realizadas anualmente, o ano de 2017 será dedicado a dois temas de investigação aprofundada de diferentes naturezas.

PERSONAS C: 12 ENTRADAS PARA OLHAR O CONSUMIDOR PORTUGUÊS

As Personas são criadas por hipótese através da recolha de múltiplos insights, mas o desenvolvimento final tem por base uma entrevista pessoal aprofundada e a quantificação em inquérito (na maioria delas, inquéritos integrados na investigação anual das Tendências).

Delas trazemos histórias pessoais que têm servido de suporte para a interpretação de novas referências e aspirações de vida.

Esta investigação servirá para trazer finalmente as Personas para o centro da discussão em sede de C, tornando-as uma ferramenta mais acionável no desenho de estratégias e mais presente na tomada de decisão.

Para tal, desenvolver-se-ão trabalhos no sentido de: aprofundar / confirmar o entendimento dos estilos de vida e modelos de consumo e dimensionar encontrar métricas que indiquem a expressão que estes segmentos têm na sociedade portuguesa.

Conteúdo Base:

  • Id/ tipificação do modelo de vida
  • Dimensionamento do grupo e seus comportamentos
  • Causas / Triggers de mudança
  • Aspectos do quotidiano
  • Fotografias de ambientes
  • Consequências enquanto consumidor
  • Entrevistas aprofundadas revisitadas.

Metodologia
Estudo Qualitativo:
- Entrevista aprofundada a 12 indivíduos

Estudo Quantitativo:
- 1000 indivíduos em inquérito online

JOVENS ADULTOS (18-30 ANOS): NOVOS PERFIS DE PROCURA EXIGEM NOVAS OFERTAS

Em termos de sonhos, expectativas e quotidianos, os portugueses que têm vindo a fazer a sua transição para a idade adulta nos últimos 6-7 anos afastam-se, cada vez mais, das gerações que os precederam. Não apenas dos seus pais – a sociedade muito pré-formatada em termos de ‘casa, emprego, família’ - mas, surpreendentemente, de irmãos ou primos mais velhos que nasceram, estudaram e entraram no mercado de trabalho 5-10 anos antes deles. Numa sociedade hipermoderna, hiperconectada, a Crise Económica gerou uma transição muito brusca. 

Esta geração, que tem como garantido a competitividade e a incerteza, vê-se perante o desafio de desenvolver competências e modos de sobrevivência mais criativos para conseguir articular o processo de entrada na idade adulta. Como o estão a fazer? Em que medida reajustaram as expectativas?

Sabemos que, em termos identitários, são estes os indivíduos que mais extremam a recolha de referências para a construção de um ‘eu’ de múltiplas peças e são, igualmente, os mais hábeis a jogar com essas peças. São experimentalistas, autodidatas e mobilizados para causas que foram pedagogia ensinada em banco de escola e fortemente veiculada pelos media e pelas marcas ao longo do seu crescimento.

É comum encontrar várias etiquetas que se colam a esta geração - a geração dos projectos, a geração peter pan, narcisistas, Me Me Me Generation, open mind, liberais, em luta pela igualdade. Não obstante a prevalência de valores core, muitos deles em resposta a este contexto complexo, as investigações C têm vindo ilustrar divisões várias e confirmando a fragmentação: os que veem na possibilidade de emigrar uma oportunidade e os que só veem inevitabilidade, uma maioria que ainda sonha com a compra de casa própria e os que já não ponderam essa prisão financeira e geográfica, aqueles que enfocam toda a sua energia no Ensino Superior e os que já o entendem apenas como uma das peças de passagem para a ‘vida adulta’, um marcado individualismo a par de uma enorme capacidade de colaborar e de construir em rede.

Nesta investigação tentaremos precisamente compreender as divisões e os estilos de vida que se multiplicam, quantificar e qualificar a dispersão de escolhas e decisões.

Queremos compreender o nível de adaptação e resposta dos jovens ao seu contexto, a forma como lidam com as aparentes perdas e como estão a encontrar espaços de conquista e de afirmação.

Queremos ajudar as empresas a perceber de que forma os modelos de negócio existentes (as marcas, os canais, os preços, a comunicação) se poderão ajustar à exploração dos segmentos tão distintos de consumidores que estas gerações encerram.

Metodologia
Estudo Qualitativo:
Interpelação // 12 entrevistas aprofundadas Momento que será simultaneamente recrutamento/ briefing para realização do ‘DiárioConsumidor’ [Realização pela equipa de projecto de vídeos e fotografias durante a entrevista]

Discussão // 3 workshops de discussão: 1 Lisboa, 1 Porto, 1 cidade média dimensão

Estudo Quantitativo:
- 800 Indivíduos com mais de 18 A 35 anos pertencentes ao Painel Global Ipsos-Apeme (web)

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