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COMO SE APRENDE O MUNDO DO CONSUMO?

Foi com esta interrogação que lançámos a apresentação dos resultados da investigação sobre Crianças e Adolescentes no passado dia 3 de Junho, na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva. A questão serviu também de mote para interpelar os nossos convidados especialistas – da comunicação às neurociências -, com quem tivemos o privilégio de conversar e trocar opiniões.

O tema “Crianças e Adolescentes” foi possivelmente um dos maiores desafios a que o C se dedicou, exigindo, desde logo, o abandono de todos os estereótipos. Estamos perante os primeiros exemplares de uma geração que nasceu nas redes, na informalidade, no falar visual, que tem novas linguagens nativas e, tudo indica, novas construções de espaço e de tempo. A forma como apreendem o mundo é nova e dificilmente se consegue antecipar o impacto que estas transformações vão ter na sua formação enquanto adultos e consumidores.
Não obstante, é evidente a pertinência do tema para as marcas. Perceber crianças e adolescentes importa não só pelo que representam hoje em termos de mercado primário (com poder de compra confirmado em estudo) e influenciador, mas também pelo que representam em termos de mercado futuro – um mercado que está a ser inventado em cima de experiências e antecedentes de contacto com marcas e produtos.
A destreza com que gerem o long tail, a forma como dispersam a sua atenção entre os múltiplos estímulos, e as expectativas que desenvolvem por serem precocemente introduzidos ao prazer e a experiências marcantes, deixam enormes desafios às marcas. Mas há comprovadamente domínios comuns de integração e fenómenos mainstream que deixam espaço aos que souberem adequar as suas ofertas, mensagens e linguagens.

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